Numa tarde cansada de outono, quando o sol se escondeu no horizonte. Ao ruído infantil de uma fonte, eu me pus a pensar em você. Em você que se sente perdido quando põe seu olhar nas estrelas, e de tanto contá-las e vê-las, já não sabe se crê ou não crê. Eu conheço as milhões de perguntas que você que falou que não crê, e que diz que só crê no que vê, todo dia pergunta pra Deus. Eu conheço as milhões de respostas, que ninguém tem coragem de dar, quando a vida nos vem questionar; Como vê somos todos ateus. Numa tarde tristonha de inverno retornei ao murmúrio da fonte. Não havia mais sol no horizonte, e eu me pus a pensar nos cristãos. Nos cristãos que se sentem tranquilos, quando põe seu olhar nas estrelas. E de tanto contá-las e vê-las, nunca mais põe os olhos no chão. Eu conheço as milhões de respostas, que esta gente que fala que crê, mas não ouve, não pensa e não lê, não responde por medo de Deus. Eu conheço as milhões de perguntas que os cristãos nunca ousam fazer. Pois terão de se comprometer; Como vê somos todos ateus.

O homem é um Universo em Evolução

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segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

Diálogo entre Krishna e Arjuna

As Manifestações Esplendorosas de Deus
Pérola 56. (versos 19 a 42)
19. A Suprema Personalidade de Deus disse: Sim, Eu te falarei sobre Minhas manifestações esplendorosas, mas só sobre aquelas que são preeminentes, ó Arjuna, pois Minha opulência é ilimitada. 20. Eu sou a Superalma, ó Arjuna, situado nos corações de todas as entidades vivas. Eu sou o princípio, o meio e o fim de todos os seres. 21. Entre os Adityas, sou Vishnu; entre as luzes, sou o Sol radiante; entre os Maruts, sou Marici; e entre as estrelas, sou a Lua. 22. Dos Vedas, sou o Sama Veda; dos semideuses, sou Indra, o rei dos céus; dos sentidos, sou a mente; e nos seres vivos, sou a força viva (consciência). 23. De todos os Rudras, sou o Senhor Shiva; dos Yakshas e Rakshasas, sou o senhor da riqueza (Kuvera); dos Vasus, sou o fogo (Agni); e das montanhas, sou Meru. 24. Dos sacerdotes, ó Arjuna, fica sabendo que sou o principal, Brihaspati. Dos generais, sou Kartikeya, e dos corpos de água, sou o oceano. 25. Dos grandes sábios, sou Bhrigu; das vibrações, sou o om transcendental. Dos sacrifícios, sou o cantar dos santos nomes (japa), e dos objetos inertes, sou os Himalaias. 26. De todas as árvores, sou a figueira-da-bengala; e dos sábios entre os semideuses, sou Narada. Dos Gandharvas, sou Citraratha, e entre os seres perfeitos, sou o sábio Kapila. 27. Dos cavalos, fica sabendo que sou Ucchaishrava, produzido durante a batedura do oceano quando se queria obter néctar. Dos elefantes imponentes, sou Airavata; e entre os homens, sou o monarca. 28. Das armas sou o raio; entre as vacas sou a surabhi. Das causas que fomentam a procriação, sou Kandarpa, o deus do amor, e das serpentes, sou Vasuki. 29. Das Nagas de muitos capelos, sou Ananta, e entre os seres aquáticos, sou o semideus Varuna. Dos ancestrais que partiram sou Aryama, e entre aqueles que impõem a lei, sou Yama, o senhor da morte. 30. Entre os demônios Daityas, sou o devotado Prahlada; entre os subjugadores, sou o tempo; entre os animais selvagens, sou o leão; e entre as aves, sou Garuda. 31. Dos purificadores, sou o vento; dos manejadores de armas, sou Rama; dos peixes, sou o tubarão; e dos rios que correm, sou o Ganges. 32. De todas as criações, sou o começo, o fim e também o meio, ó Arjuna. De todas as ciências, sou a ciência espiritual do eu, e entre os lógicos, sou a verdade conclusiva. 33. Das letras, sou a letra A, e entre as palavras compostas, sou o composto dual. Sou também o tempo inexaurível, e dos criadores, sou Brahma. 34. Eu sou a morte que tudo devora e sou o princípio encarregado de gerar tudo o que vai existir. Entre as mulheres, sou a fama, a fortuna, a linguagem afável, a memória, a inteligência, a firmeza e a paciência. 35. Dos hinos do Sama Veda, sou o Brihat-sama, e da poesia, sou o Gayatri. Dos meses, sou margasirsha (novembro-dezembro), e das estações, sou a primavera florida. 36. Sou também a jogatina em que se fazem trapaças, e do esplêndido, sou o esplendor. Eu sou a vitória, a aventura e a força dos fortes. 37. Dos descendentes de Vrishni, sou Vasudeva, e dos Pandavas, sou Arjuna. Dos sábios, sou Vyasa, e entre os grandes pensadores, sou Usana. 38. Dentre todos os meios que reprimem a ilegalidade, sou o castigo, e daqueles processos que visam à vitória, sou a moralidade. Das coisas secretas, sou o silêncio, e dos sábios, sou a sabedoria. 39. Ademais, ó Arjuna, sou a semente geradora de todas as existências. Não existe ser algum – móvel ou inerte – que possa existir sem Mim. 40. Ó poderoso vencedor dos inimigos, Minhas manifestações divinas nunca chegam ao fim. O que te disse é apenas um mero indício de Minhas opulências infinitas. 41. Fica sabendo que todas as criações opulentas, belas e gloriosas emanam de uma mera centelha do Meu esplendor. 42. Mas qual a necessidade, Arjuna, de todo esse conhecimento minucioso? Com um simples fragmento de Mim mesmo, Eu penetro e sustento todo este Universo.
O corpo material da entidade viva só pode existir devido à presença da alma, uma centelha espiritual do Senhor. Do mesmo modo, a manifestação cósmica existe unicamente porque a Alma Suprema está presente através de Sua expansão Paramatma. Por isso, aqui o Senhor Krishna começa a informar a Arjuna que Ele é a alma da manifestação cósmica inteira. Tudo o que existe tem sua causa e esta causa é Krishna, a causa original de tudo. Sem a energia dEle nada pode existir e tudo o que existe, seja material ou espiritual, não passa de uma pequena partícula da opulência do Senhor. Além disso, qualquer coisa que manifeste extraordinária opulência deve ser considerada como um fragmento da opulência de Krishna. Portanto, Arjuna queria ouvir diretamente do Senhor como Ele está simultaneamente presente e não-presente nesta criação. Por esse motivo, o Senhor concorda em descrever uma minúscula parcela de Suas opulências. Os devotos puros do Senhor, como Arjuna, querem conhecê-lO ao máximo, mas, ao mesmo tempo, eles sabem que não serão capazes de conhecê-lO por completo em nenhuma fase da vida. Exatamente como uma pássaro que voa no céu tanto quanto permite sua capacidade, os devotos compreendem as grandezas e opulências de Krishna de acordo com suas respectivas capacidades. Portanto, eles sentem grande prazer ao comentarem sobre as opulências do Senhor e desejam ouvi-las e discuti-las vinte e quatro horas por dia.
Porque Nele foram criadas todas as coisas que há nos céus e na terra, visíveis e invisíveis, sejam tronos, sejam dominações, sejam principados, sejam potestades. Tudo foi criado por Ele e para Ele.
E ele é antes de todas as coisas, e todas as coisas subsistem por ele.
(Colossenses 1: 16 -17)

Gita

Raul Seixas
- Eu que já andei pelos quatro cantos do mundo procurando, foi justamente num sonho que Ele me falou:
Às vezes você me pergunta
Por que é que eu sou tão calado,
Não falo de amor quase nada,
Nem fico sorrindo ao teu lado.
Você pensa em mim toda hora.
Me come, me cospe, me deixa.
Talvez você não entenda,
Mas hoje eu vou lhe mostrar.
Eu sou a luz das estrelas;
Eu sou a cor do luar;
Eu sou as coisas da vida;
Eu sou o medo de amar.
Eu sou o medo do fraco;
A força da imaginação;
O blefe do jogador;
Eu sou!... Eu fui!... Eu vou!...
Gita! Gita! Gita!
Gita! Gita!
Eu sou o seu sacrifício;
A placa de contra-mão;
O sangue no olhar do vampiro
E as juras de maldição.
Eu sou a vela que acende;
Eu sou a luz que se apaga;
Eu sou a beira do abismo;
Eu sou o tudo e o nada.
Por que você me pergunta?
Perguntas não vão lhe mostrar
Que eu sou feito da terra,
Do fogo, da água e do ar!
Você me tem todo dia,
Mas não sabe se é bom ou ruim.
Mas saiba que eu estou em você,
Mas você não está em mim.
Das telhas eu sou o telhado;
A pesca do pescador;
A letra "A" tem meu nome;
Dos sonhos eu sou o amor.
Eu sou a dona de casa
Nos pegue pagues do mundo;
Eu sou a mão do carrasco;
Sou raso, largo, profundo.
Gita! Gita! Gita!
Gita! Gita!
Eu sou a mosca da sopa
E o dente do tubarão;
Eu sou os olhos do cego
E a cegueira da visão.
Eu!
Mas eu sou o amargo da língua,
A mãe, o pai e o avô;
O filho que ainda não veio;
O início, o fim e o meio.
O início, o fim e o meio.
Eu sou o início,
O fim e o meio.
Eu sou o início
O fim e o meio.

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